Em manutenção
Estamos a preparar o próximo capítulo.
Voltamos a 1 de Novembro.
Manifesto
Cada lugar tem uma história.
Não é uma frase de efeito. É um facto.
Toda a rua, todo o largo, toda a igreja fechada e toda a casa com a cal a cair teve alguém que a construiu, que a habitou, que a defendeu ou que a perdeu. Essa gente deixou rasto. Em cartas, em livros de paróquia, em memórias escritas por padres e mestres-escola que quase ninguém abre há cem anos.
Nós lemos.
Acreditamos que a história não pertence só aos museus nem às capitais. Pertence ao chão onde aconteceu. Por isso contamo-la ali mesmo: à porta do monumento, na esquina da rua, no sítio onde a pessoa está.
Não inventamos nada. Vamos aos arquivos, aos documentos, aos textos que sobreviveram, e trazemos de lá o que lá está. Usamos tecnologia para traduzir e dar voz às histórias. Nunca para as inventar. Quando não sabemos, dizemos que não sabemos.
Acreditamos que as pequenas terras têm tanto a contar como as grandes. Uma vila do Alentejo pode ter uma duquesa que foi rainha, uma das grandes poetas da língua portuguesa e um homem humilde que a vila nunca esqueceu. Estas histórias merecem ser ouvidas em nove línguas, por quem chega de longe e por quem nasceu ali e nunca as ouviu.
Acreditamos que um mapa pode guardar mais do que caminhos. Pode guardar a memória de uma terra, organizada e à espera de quem vier depois.
Começámos em Vila Viçosa. Não vamos parar enquanto houver uma terra por contar.
Toda a terra tem a sua história.
Nós estamos a contá-la.
